Um lugar seguro
A ideia é ótima! Um banco, um lugar onde você pode ir, para que assim alguém possa te ver e perceber que você precisa de uma atenção especial, de alguém para conversar, uma companhia para brincar. Observei esse banco enquanto meus meninos brincavam no parquinho de uma escola perto de casa. Não precisou muito para eu imaginar e pensar em quantas crianças já sentaram ali. Será que alguém foi até elas? Será que elas encontraram o que precisavam? Alguém real, uma pessoa, um amigo, uma conversa, um sorriso. Não sei. Talvez sim, espero realmente que sim, mas o fato é que esse banco me fez refletir sobre algo que me incomoda há algum tempo. Quando foi que perdemos nossa sensibilidade de perceber e ver os outros ao nosso redor? Na verdade, creio que nossa natureza não é inclinada ao “outro”, ao nosso próximo, somos por natureza egoístas e centrados em nós mesmos. Dura realidade, mas em um mundo cada vez mais individualista e materialista, não é difícil entender a necessidade de um banco como e...